CDS fala em "gestão eleitoral". PCP diz-se atento

Descidas do IRS, por via do aumento dos escalões, vão ter efeitos partilhados entre este ano e o próximo, ano de eleições legislativas. Partidos reagem

As tabelas de retenção do IRS que cada contribuinte paga todos os meses vão implicar, em 2018, uma diminuição no bolso de cada um dos efeitos da diminuição do imposto e, para o CDS, isto representa, "mais um adiar de promessas".

Falando ao DN, a deputada Cecília Meireles afirmou, comentando hoje as notícias sobre o assunto - no Público e no CM - partilhou também da visão segundo a qual estas tabelas de retenção fazem aumentar os reembolsos do IRS em 2018.

Portanto, acrescentou, não só em 2018 há "um adiar de promessas" como há uma "gestão eleitoral" da medida pelo Governo, porque faz deferir os seus efeitos na totalidade para 2019, ano de eleições legislativas.

Já para o PCP, "é prematuro" estar para já a avaliar as tabelas de retenção porque, segundo o deputado Paulo Sá, estas têm "centenas" de variações, conforme a situação individual de cada contribuinte.

Seja como for, acrescentou, o PCP estará atento ("iremos acompanhar") e, se considerar necessário, conversará com o Governo sobre o assunto. Para os comunistas, o princípio geral é de que as tabelas de retenção devem refletir "integrar" as taxas do imposto. Ou seja, o Estado só deveria poder cobrar mensalmente a cada contribuinte rigorosamente aquilo que está definido para o seu escalão - não havendo portanto lugar a acertos (reembolsos) de monta no ano seguinte.

O DN tentou ainda, em vão, obter comentários do PSD e do BE.

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