CDS contratou segurança a ex-diretor das secretas

A empresa de segurança Anthea, de Jorge Silva Carvalho, tinha e Lamego guarda-costas treinados para proteger os congressistas e convidados

Discretos, fato azul escuro e auricular, os seguranças do congresso do CDS não deram nas vistas durante os dois dias. O que, nesta função, é muito bom. De Lisboa tinham a controlar as operações nem mais nem menos que Jorge Silva Carvalho, o ex-superespião do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), cuja empresa de segurança privada foi a escolhida pelos centristas para proteger os congressistas e convidados. O DN sabe que a equipa era constituída por 11 elementos com curso especial de guarda-costas. Estiveram às entradas e junto à zona dos congressistas a controlarem a circulação no espaço. A contratação, segundo fonte oficial centrista, foi tratada pela secretaria-geral. O "conhecimento do local e o preço mais baixo" foi o motivo da escolha. Alguns dirigentes, como Nuno Magalhães, que acompanha mais a área da segurança e informações, garantiram desconhecer que esta empresa era dirigida por Silva Carvalho. O ex-diretor do SIED é o presidente do conselho de administração da Anthea desde meados de 2017, depois de ter estado dois anos na empresa 2045, período em que esta empresa de oitava para a quinta empresa do setor, com a faturação a aumentar 23,6%, para 43, 5 milhões de euros. No início do ano assumiu a proteção dos espaços de diversão noturna, em Lisboa, Urban Beach e Barrio Latino, depois de terem tido problemas de segurança que levaram a restrições do seu funcionamento.

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