CDS classifica os seis meses do Governo de "desilusão, descrédito e desnorte"

Assunção Cristas afirmou que "Portugal tem hoje um primeiro-ministro cheio de si mesmo e um Governo desnorteado" e um primeiro-ministro quer "fazer crer que as vacas voam"

A líder do CDS-PP classificou hoje o Governo de "desilusão, descrédito e desnorte", considerando que o executivo das "esquerdas unidas", que cumpre seis meses, está a conduzir o país para o "desemprego, o défice e a dívida".

"Lamentavelmente nós vemos o Governo da desilusão, do descrédito e do desnorte a conduzir o país para mais três 'D"s' das esquerdas unidas: o desemprego, o défice e a dívida. É um D por cada mês de governação", disse Assunção Cristas na sede do CDS-PP, em Lisboa, numa conferência de imprensa onde fez o balanço dos primeiros seis meses do Governo.

Na opinião da líder do CDS-PP, "Portugal tem hoje um primeiro-ministro cheio de si mesmo e um Governo desnorteado" e um primeiro-ministro quer "fazer crer que as vacas voam".

"Eu fui ministra da Agricultura e vi muitas e muitas vacas e posso-vos atestar que as vacas não voam. O primeiro-ministro pode querer mudar a realidade com uma ou outra graçola, mas a realidade não muda assim e é bom que ele compreenda rapidamente", atirou.

Na opinião de Assunção Cristas, o executivo com o apoio parlamentar dos partidos da esquerda é caracterizado pelo desnorte, que "ora satisfaz a agenda do PCP e Bloco de Esquerda, ora procura acorrer aos compromissos internacionais" e portanto "não tem orientação e está desnorteado".

A líder do CDS-PP deu os exemplos do ministro das Finanças que "é desautorizado", do ministro da Economia que "não se sabe onde anda" e do ministro da Educação que "é tutelado à Fenprof".

Durante a conferência de imprensa, Assunção Cristas usou uma apresentação para demonstrar a "desilusão daqueles que acreditaram na palavra do PS há um ano", mostrando o "desfasamento entre o cenário macroeconómico" apresentado pelos socialistas em 2015 e realidade de Portugal hoje.

A deputada centrista recordou que o PS elegeu como primeira prioridade o emprego e hoje o desemprego está a subir, sendo que o emprego criado não é o previsto.

Anunciou também, disse, "o fim da austeridade para todos os portugueses, mas, adiantou, "hoje a classe média está sobrecarregada por impostos".

Sobre o que classificou de desilusão no Governo, Assunção Cristas falou das exportações, recordando que "há um ano o PS prometia mais 5,9% e hoje há menos 2%", havendo uma degradação da balança comercial.

"O Governo não cumpriu nada do que referiu a propósito de emprego e crescimento económico", resumiu, considerando que se trata de uma "enorme desilusão".

Na opinião de Cristas, o descrédito é evidente quando "simplesmente as contas não batem certo com a realidade" e os avisos de várias instituições se sucedem, evidenciando que "os investidores nacionais e internacionais não têm confiança para investir no país".

"O Governo não gera confiança e dá sinais totalmente errados", considerou, dando o exemplo da reversão das concessões dos transportes, do travar da reforma do IRC e também da reversão da reforma do arrendamento urbano.

O Governo cumpre hoje seis meses desde que tomou posse, a 26 de novembro de 2015, decorrendo esta tarde um Conselho de Ministros extraordinário no Palácio da Ajuda, em Lisboa, para assinalar a data.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.