Câmaras de Barcelos, Póvoa de Lanhoso e Loures confirmam buscas

A Polícia Judiciária realizou cerca de 70 buscas a autarquias, sociedades e instalações partidárias

As Câmaras Municipais de Barcelos e Póvoa de Lanhoso (distrito de Braga) e de Loures (Lisboa) confirmaram ter sido alvo de buscas da Polícia Judiciária (PJ), afastando responsabilidades da atual gestão municipal.

A Polícia Judiciária realizou cerca de 70 buscas, incluindo a autarquias, sociedades e instalações partidárias, no continente e no arquipélago dos Açores, segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

No âmbito deste inquérito investigam-se alegados crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido.

Os municípios de Barcelos, Póvoa de Lanhoso e Loures foram alguns dos visados desta investigação, que abrangeu também os municípios de Lisboa, Cascais, Marinha Grande, Ponta Delgada, Vila Nova de Gaia, Santa Maria da Feira, Vila Nova de Famalicão, Esposende e Faro e as juntas de freguesia do Parque das Nações e do Areeiro (Lisboa).

Contactada pela agência Lusa, fonte da Câmara Municipal de Barcelos, presidida pelo socialista Miguel Costa Gomes, confirmou que a PJ esteve na autarquia e pediu esclarecimentos sobre um funcionário, tendo ido embora ao fim de 15 minutos.

"A PJ disse que não tinha nada a ver com a autarquia", ressalvou a mesma fonte.

Também a Câmara Municipal de Póvoa do Lanhoso, liderada pelo social democrata Avelino Silva, confirmou a realização de buscas, sublinhando que o município "prestou todos os esclarecimentos pedidos".

"A Câmara confirma que foi solicitada a prestar informações, no âmbito de uma investigação nacional, tendo de imediato e de forma objetiva fornecido todos os esclarecimentos. Esclarecimentos esses que se enquadram no rigor e transparência que é timbre da gestão desta casa", disse fonte da autarquia.

No mesmo sentido, a Câmara Municipal de Loures, presidida pelo comunista Bernardino Soares, confirmou buscas à autarquia, sublinhando que prestou todos os esclarecimentos solicitados e afastando qualquer responsabilidade da atual gestão autárquica.

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