Lisboa volta a discutir projeto da 2.ª Circular, agora no valor de 12 milhões

Já o prazo para a obra, que se deve iniciar em junho, manteve-se em oito meses. Na proposta inicial, era de 10 meses

A Câmara de Lisboa volta a discutir hoje, em reunião privada, a nova proposta de requalificação da Segunda Circular, que numa semana teve uma alteração orçamental de 13 para 12 milhões de euros.

Na passada quarta-feira, a liderança da Câmara de Lisboa adiou, sem justificar, a apreciação da nova proposta de requalificação da Segunda Circular, que visa aumentar a segurança rodoviária, a fluidez do trânsito e a qualidade ambiental entre o nó da Buraca e o Aeroporto da Portela.

Neste período, o preço base do concurso internacional que vai ser lançado para realizar a empreitada baixou de cerca de 13 para perto de 12 milhões de euros, incluindo o imposto sobre o valor acrescentado (IVA). Ainda assim, o valor de investimento é superior ao inicialmente previsto (10 milhões de euros).

Já o prazo para a obra, que se deve iniciar em junho, manteve-se em oito meses. Na proposta inicial, era de 10 meses.

Continuam também a prever-se alterações à primeira versão, como a substituição de árvores da espécie lódão por freixos, o alargamento do separador central para a extensão mínima, a aplicação de um sistema de retenção de veículos, a introdução de guardas de segurança e a criação de zonas de transição nos acessos.

Esta é a terceira vez que o documento elaborado pela maioria PS vai estar em apreciação, já que a versão inicial da proposta estava agendada para debate em dezembro passado, mas foi retirada para ouvir a população.

Acresce que, e tal como sempre se previu, a velocidade máxima passará de 80 para 60 quilómetros/hora, serão montadas barreiras acústicas e haverá reabilitação da drenagem e do piso e renovação da sinalética e da iluminação.

A autarquia lançou, entretanto, um concurso - que motivou dúvidas entre a oposição - para reabilitar um pequeno troço da Segunda Circular, entre a Avenida de Berlim e Nó do Regimento de Artilharia de Lisboa (RALIS), na Portela, intervenção de três meses orçada em 745,6 mil euros.

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.