Câmara exige obras de requalificação em secundária

A Câmara de Odemira está preocupada com as condições "precárias e indignas" da escola secundária da vila e exigiu o início com "urgência" das obras de requalificação, que deviam ter começado em 2011.

A preocupação e a exigência surgem numa moção aprovada pelo município e enviada esta terça-feira à agência Lusa e que será endereçada a vários órgãos de soberania, como o Presidente da República, primeiro-ministro e o ministro da Educação e Ciência.

Segundo a autarquia, a empreitada de requalificação da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves foi contratada e devia ter começado em 2011, mas foi depois suspensa, sem que tenham sido efetuadas "quaisquer obras alternativas de minimização de efeitos".

"Quatro anos depois continua tudo na mesma ou ainda pior", porque "nada foi feito e as instalações continuaram a degradar-se", lamenta a Câmara de Odemira, referindo que as condições de trabalho para professores e funcionários e de estudo e aprendizagem para os alunos são "manifestamente inadequadas".

A autarquia aponta a degradação dos laboratórios, a deficiente climatização do edifício, a obsoleta canalização de águas com ruturas frequentes, o mobiliário antigo e degradado e a inexistência de uma eficaz rede de acesso à internet.

Segundo o município, desde 2011, foram várias as diligências de deputados, autarcas, professores, auxiliares e pais junto da Presidência da República, do primeiro-ministro, ministro da Educação, Assembleia da República e organismos regionais, "embora sem resultados práticos".

A autarquia estranha que o Governo tenha anunciado, no passado mês de maio, "obras de vulto em 14 escolas secundárias" e que "não tenha sido incluída nesta lista a Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves em Odemira".

"Perante a evidente falta de vontade política do Governo", a câmara decidiu tomar uma posição e na moção manifesta "a maior preocupação pelas precárias e indignas condições de trabalho de professores, funcionários e alunos" da escola secundária, "com reflexos negativos na normal atividade letiva, no processo de ensino/aprendizagem e em toda a comunidade educativa".

A autarquia considera "inaceitável o prolongamento deste quadro, sem que exista alguma perspetiva concreta quanto ao executar das obras", lamenta que o ano letivo 2014/2015, "à semelhança dos anteriores", comece "em condições extremamente precárias" e exige que o Ministério da Educação e Ciência tome "com a maior urgência" as medidas necessárias para que as obras de requalificação sejam executadas.

A Câmara de Odemira já questionou o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, sobre se a situação da escola foi avaliada após ter sido determinada a suspensão da empreitada, se foi efetuada vistoria de segurança às instalações e quais as conclusões e se as obras de requalificação do estabelecimento de ensino são consideradas prioritárias e quando serão executadas.

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