Câmara do Porto quer atribuir Medalha de Honra a Rui Veloso

Músico foi galardoado pela autarquia em 1988 com a Medalha de Mérito - Grau Prata

A Câmara do Porto analisa na terça-feira propostas do seu presidente para galardoar 22 instituições e pessoas, incluindo o músico Rui Veloso, e para ratificar a recente atribuição da Medalha Municipal de Honra ao dirigente portista Pinto da Costa.

Na proposta de Rui Moreira relativa a Rui Veloso, a que agência Lusa teve acesso esta sexta-feira, defende-se a atribuição da Medalha Municipal de Honra a um músico que já em 1988 foi distinguido pela autarquia com a Medalha de Mérito - Grau Prata.

Considerado como "o pai do rock português", Rui Veloso "consolidou uma carreira em que o reconhecimento do público e da crítica é crescente e visível pela atribuição de inúmeros prémios ao longo da sua carreira", refere o proponente.

No grupo de figuras que o autarca quer distinguir, de acordo com propostas a analisar na terça-feira, durante a 17.ª sessão pública camarária do atual mandato, inclui-se o portuense Pedro Matos Chaves, enquanto "referência no automobilismo".

"Piloto profissional durante 25 anos, somou vitórias ao longo da sua carreira", pelo que deve ser distinguido com a Medalha Municipal de Valor Desportivo -- Grau Ouro, defende Rui Moreira.

Quanto ao presidente do FC Porto, o pedido de ratificação da distinção sublinha que Jorge Nuno Pinto da Costa é "uma incontornável figura da região e do país, com um contributo marcante para a visibilidade da cidade e da marca Porto no panorama nacional e internacional aos níveis desportivo, social e económico".

A notícia de que o presidente do FC Porto iria receber a Medalha de Honra da cidade foi adiantada no dia 07 pela autarquia, explicando que a decisão do presidente da câmara "já mereceu a concordância unânime das forças políticas" do executivo e Assembleia Municipal.

O dirigente, presidente há 36 anos do atual campeão nacional de futebol, recebeu o galardão em cerimónia realizada no dia 12, quando direção e equipa do clube foram recebidas nos Paços do Concelho para festejar o título conquistado.

O FC Porto venceu o último campeonato português de futebol, naquela que foi a 28.ª conquista daquele título e a 21.ª com Pinto da Costa como presidente do clube.

Noutro âmbito, a Câmara do Porto irá analisar na terça-feira propostas de apoio a agentes culturais, incluindo a atribuição de 144.660 euros ao Teatro Experimental do Porto.

A verba, sublinha a proposta consultada pela agência Lusa, destina-se "à concretização da programação já definida em parceria entre ambas as entidades, para os anos de 2018 e 2019".

O documento ressalva que a atribuição é feita "sob a condição de o valor do apoio conferido ser restituído se o recurso apresentado pelo Círculo de Cultura Teatral / Teatro Experimental do Porto junto do Ministério da Cultura [quanto ao apoio estatal às artes] obtiver provimento".

O mesmo sucede com o Festival Internacional de Marionetas do Porto, ao qual se propõe uma comparticipação financeira no valor de 140.850 euros.

Outra proposta aponta para um apoio ACE -- Teatro do Bolhão de 50 mil euros.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

A "taxa Robles" e a desqualificação do debate político

A proposta de criação de uma taxa sobre especulação imobiliária, anunciada pelo Bloco de Esquerda (BE) a 9 de setembro, animou os jornais, televisões e redes sociais durante vários dias. Agora que as atenções já se viraram para outras polémicas, vale a pena revistar o debate público sobre a "taxa Robles" e constatar o que ela nos diz sobre a desqualificação da disputa partidária em Portugal nos dias que correm.

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.