Bolseiros de investigação não vão perder salário

Propostas do PCP abrangem bolseiros de pós-doutoramento que passem a ter contrato de trabalho. PS já deu o sim para o acordo

Os bolseiros de pós-doutoramento que passem a ter contrato não vão perder salário e terão progressão salarial durante contrato, tendo como referência os níveis da carreira de investigação científica. De acordo com a edição desta segunda-feira do jornal Público, as propostas foram entregues na semana passada pelo PCP na Comissão de Educação e Ciências e tiveram o acordo do PS, avançou o líder parlamentar dos comunistas João oliveira.

O PCP e o BE pediram no final do ano passado a apreciação parlamentar do decreto-lei do Governo que regulamentava o regime de contratação dos doutorados e que substituía as bolsas individuais de pós-doutoramento por contratos de trabalho. Desde janeiro que o projeto está em discussão no Parlamento. Ficou estabelecido para os novos contratos uma remuneração de 1870 euros, o que implicava um salário liquida inferior às bolsas que recebem atualmente. O PCP conseguiu agora o acordo para que o vencimento seja superior: 2128 euros.

O regime, explica o mesmo jornal, passará a prever a existência de progressão remuneratória ao longo do contrato, tendo como base para a atualização os níveis remuneratórios previstos na tabela do estatuto da carreira de investigação científica.

Falta ainda acordo sobre quem financia os contratos: se a Fundação para a Ciência e tecnologia, como defende o PCP e o BE, ou se deve ser partilhado com as restantes instituições a que os investigadores estão ligados.

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