Barroso alerta que maioria de esquerda é "brincar com o fogo"

Para o ex-presidente da Comissão Europeia uma maioria "não deve ser um artifício para algumas pessoas se manterem no poder"

Após várias figuras do Partido Popular Europeu (PPE) defenderem que o próximo governo deve ser liderado por Passos Coelho, o ex-presidente da Comissão Durão Barroso veio juntar-se ao coro de críticos de um governo de esquerda, que classificou de "coligação negativa".

À chegada ao Congresso do PPE, que decorre em Madrid e onde vai esta noite receber o prémio de mérito do partido, Durão Barroso, considerou que a coligação "foi a força política que ganhou claramente as eleições". Admitindo que seria desejável uma maioria, Barroso adverte, no entanto, que seria "desejável que houvesse um acordo entre forças que partilham dos mesmos objetivos europeus".

Para Durão Barroso "uma maioria deve ser coerente e consistente" e não como a do PS com Bloco de Esquerda e PCP que assim integraria "partidos que são contra a pertença à União Europeia, à Zona Euro, à NATO, ao Tratado de Lisboa". Ou seja: "Seria uma coligação negativa, obviamente". Para o ex-presidente do PSD Portugal "não deve pôr em causa todos os sacrifícios que foram feitos. Não deve brincar com o fogo".

Barroso alerta que há vários "especuladores que certamente gostariam de jogar com a insegurança de Portugal". Numa clara farpa a António Costa, o social-democrata atirou ainda: "Uma maioria deve ser minimamente coerente e não um artifício para algumas pessoas se manterem no poder".

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