Baía de Setúbal celebra Dia dos Oceanos

Na cidade que preside ao Clube das Mais Belas Baías do Mundo, é hoje apresentado o barco que irá fazer a ligação entre as mais bonitas baías europeias

A Câmara Municipal de Setúbal, que preside ao Clube das Mais Belas Baías do Mundo, comemora esta sexta-feira o Dia Mundial dos Oceanos com a apresentação do barco Grand Surprise que vai fazer a ligação à vela entre as mais bonitas baías da Europa.

O barco é cedido pela Lipchain e o protocolo entre as duas entidades será assinado à tarde na Praia da Saúde, em Setúbal. Segue-se um desfile de veleiros no estuário do Sado.

O barco de regata Grand Surprise, de 30 pés, da marca Archambault, parte em meados de julho da Baía de Somme, em França, de onde segue para o Mont Saint Michel. O itinerário contempla a Baía de la Baule, Golfo de Morbihan/Baía de Quiberon, depois Santander (Espanha), Horta (Açores) e chegará a Setúbal previsivelmente em setembro.

Esta viagem resulta de uma parceria entre o Clube das Mais Belas Baías do Mundo e a Lipchain - uma cryptocoin dirigida à comunidade náutica que patrocina o velejador Pedro Neves, natural de Setúbal, e que será o skipper da embarcação.

A apresentação do barco será o momento alto das comemorações do Dia Mundial dos Oceanos na cidade sadina, mas há outras iniciativas como uma ação de limpeza do estuário na zona de Mitrena. Uma ação inserida na campanha "Mariscar Sem Lixo", promovida pela Ocean Alive e que contará com a participação de alunos de Setúbal e Palmela. À tarde, crianças e jovens setubalenses participam em atividads náuticas na Praia da Saúde

Ler mais

Exclusivos

Opinião

DN+ O sentido das coisas

O apaziguamento da arena de conflitos em que perigosamente tem sido escrita a história das relações entre as potências no ano corrente implica uma difícil operação de entendimento entre os respetivos competidores. A questão é que a decisão da reunião das duas Coreias, e a pacificação entre a Coreia do Norte e os EUA, não pode deixar de exigir aos intervenientes o tema dos valores de referência que presidam aos encontros da decisão, porque a previsão, que cada um tem necessariamente de construir, será diferente no caso de a referência de valores comuns presidir a uma nova ordem procurada, ou se um efeito apenas de armistício, se conseguido, for orientado pela avaliação dos resultados contraditórios que cada um procura realizar no futuro.

Opinião

DN+ João

Os floristas da Rua da Alegria, no Porto, receberam uma encomenda de cravos vermelhos para o dia seguinte e não havia cravos vermelhos. Pediram para que lhes enviassem alguns do Montijo, onde havia 20, de maneira a estarem no Porto no dia 18 de julho. Assim foi, chegaram no dia marcado. A pessoa que os encomendou foi buscá-los pela manhã. Ela queria-os todos soltos, para que pudessem, assim livres, passar de mão em mão. Quando foi buscar os cravos, os floristas da Rua da Alegria perguntaram-lhe algo parecido com isto: "Desculpe a pergunta, estes cravos são para o funeral do Dr. João Semedo?" A mulher anuiu. Os floristas da Rua da Alegria não aceitaram um cêntimo pelos cravos, os últimos que encontraram, e que tinham mandado vir no dia anterior do Montijo. Nem pensar. Os cravos eram para o Dr. João Semedo e eles queriam oferecê-los, não havia discussão possível. Os cravos que alguns e algumas de nós levámos na mão eram a prenda dos floristas da Rua da Alegria.

Opinião

DN+ Quem defende o mar português?

Já Pascal notava que através do "divertimento" (divertissement) os indivíduos deixam-se mergulhar no torpor da futilidade agitada, afastando-se da dura meditação sobre a nossa condição finita e mortal. Com os povos acontece o mesmo. Se a história do presente tiver alguém que a queira e possa escrever no futuro, este pobre país - expropriado de alavancas económicas fundamentais e com escassa capacidade de controlar o seu destino coletivo - transformou 2018 numa espécie de ano do "triunfo dos porcos". São incontáveis as criaturas de mérito duvidoso que através do futebol, ou dos casos de polícia envolvendo tribalismo motorizado ou corrupção de alto nível, ocupam a agenda pública, transformando-se nos sátiros da nossa incapacidade de pensar o que é essencial.

Opinião

DN+ A Cimeira da CPLP em Cabo Verde: a identidade e o poder pelo diálogo

Não é possível falar da CPLP sem falar de identidade. Seja ela geográfica e territorial, linguística, económica, cultural ou política, ao falarmos da CPLP ou de uma outra sua congénere, estaremos sempre a falar de identidade. Esta constatação parece por de mais óbvia e por de menos necessária, se não vivêssemos nos tempos em que vivemos. Estes tempos, a nível das questões da identidade coletiva, são mais perigosos do que os de antigamente? À luz do que a humanidade já viveu até agora, não temos, globalmente, o direito de afirmar que sim. Mas nunca como agora foi tão fácil influenciar o processo de construção da identidade de um grupo, de uma comunidade e, inclusivamente, de um povo.