PAN falha vereador em Lisboa, mas quintuplica nas assembleias municipais

"São resultados magníficos, porque concorremos a 32 municípios e elegemos 26 deputados municipais", disse o porta-voz nacional do PAN

O líder do PAN considerou hoje que o partido alcançou "resultados magníficos" nas autárquicas de domingo, ao quintuplicar o número de eleitos nas assembleias municipais e apesar de ter falhado a eleição de um vereador em Lisboa.

"São resultados magníficos, porque concorremos a 32 municípios e elegemos 26 deputados municipais" na grande maioria dos concelhos onde o PAN - Pessoas-Animais-Natureza concorreu, afirmou à agência Lusa André Silva.

O porta-voz nacional do PAN referiu que estes resultados são o "fruto do trabalho que tem feito nos últimos dois anos", motivo pelo qual as pessoas "se reveem" no partido.

Pelo contrário, considerou que a não eleição de um vereador para a Câmara de Lisboa "é de facto o único resultado que não foi atingido".

Ainda assim, mesmo em Lisboa, "a votação é bastante expressiva", disse André Silva.

Nas eleições autárquicas de domingo, o PAN obteve 1,08% dos votos para as câmaras a nível nacional, quando em 2013 tinha conseguido 0,33%, e para as assembleias municipais passou de 0,47% para 1,43%.

O porta-voz nacional e deputado do PAN salientou que o partido elegeu pessoas "em todos os concelhos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, em todo o distrito de Setúbal à exceção do Montijo e em três dos quatro concelhos do Algarve.

Por outro lado, conseguiu ficar à frente do Bloco de Esquerda nas votações para a câmara e assembleia municipal da Horta (Açores), da CDU na assembleia municipal de Leiria, do CDS-PP na assembleia municipal de Loures (Lisboa) e do CDS-PP em todo o distrito de Aveiro.

André Silva sublinhou que o PAN "alcançou resultados muito positivos em concelhos com tradições tauromáquicas", como Vila Franca de Xira (Lisboa) ou Moita (Setúbal).

Em Viseu, obteve mais de 2% dos votos para a câmara e assembleia municipal, o que é "muito significativo num território muito difícil", acrescentou.

Nas eleições autárquicas de domingo, o PAN obteve 1,08% dos votos para as câmaras a nível nacional, quando em 2013 tinha conseguido 0,33%, e para as assembleias municipais passou de 0,47% para 1,43%, de acordo com os resultados do Ministério da Administração Interna quando estavam apuradas 3.087 freguesias de 3.092.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.

Premium

João Gobern

Navegar é preciso. Aventuras e Piqueniques

Uma leitura cruzada, à cata de outras realidades e acontecimentos, deixa-me diante de uma data que, confesso, chega e sobra para impressionar: na próxima semana - mais exatamente a 28 de novembro - cumpre-se meio século sobre a morte de Enid Blyton (1897-1968). Acontece que a controversa escritora inglesa, um daqueles exemplos que justifica a ideia que cabe na expressão "vícios privados, públicas virtudes", foi a minha primeira grande referência na aproximação aos livros. Com a ajuda das circunstâncias, é certo - uma doença, chata e "comprida", obrigou-me a um "repouso" de vários meses, longe da escola, dos recreios e dos amigos nos idos pré-históricos de 1966. Esse "retiro" foi mitigado em duas frentes: a chegada de um televisor para servir o agregado familiar - com direito a escalas militantes e fervorosas no Mundial de Futebol jogado em Inglaterra, mas sobretudo entregue a Eusébio e aos Magriços, e os livros dos Cinco (no original The Famous Five), nada menos do que 21, todos lidos nesse "período de convalescença", de um forma febril - o que, em concreto, nada a tinha que ver com a maleita.

Premium

Henrique Burnay

O momento Trump de Macron

Há uns bons anos atrás, durante uns dias, a quem pesquisasse, no Yahoo ou Google, já não me lembro, por "great French military victories" era sugerido se não quereria antes dizer "great French military defeats". A brincadeira de algum hacker com sentido de ironia histórica foi mais ou menos repetida há dias, só que desta vez pelo presidente dos Estados Unidos, depois de Macron ter dito a frase mais grave que podia dizer sobre a defesa europeia. Ao contrário do hacker de há uns anos, porém, nem o presidente francês nem Donald Trump parecem ter querido fazer humor ou, mais grave, percebido a História e o presente.