Teresa Leal Coelho admite que Santana era 1.ª opção do PSD para Lisboa

Candidata social democrata garantiu que está na corrida para "ganhar"

A cabeça de lista do PSD à presidência da Câmara de Lisboa admitiu hoje que o antigo presidente da autarquia Santana Lopes foi a primeira opção do partido para a capital, mas garantiu que terá uma candidatura vencedora.

"Tenho de confessar que o PSD desejou, em primeiro lugar, que fosse Pedro Santana Lopes" a concorrer à autarquia, disse Teresa Leal Coelho, que falava na apresentação da sua candidatura, na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

De acordo com a candidata, "seria uma grande honra" que Santana Lopes "concorresse e ganhasse".

"Como eu vou concorrer e ganhar", salientou.

Aquando da referência a Santana Lopes, a social-democrata equivocou-se e falou, inicialmente, no nome do líder do PSD, Pedro Passos Coelho.

"Eu confundo os ex-primeiro-ministros do PSD, ainda por cima são todos Pedros", comentou, admitindo estar "muito nervosa" com a presença "dos Pedros".

Dirigindo-se a Passos Coelho, agradeceu a confiança depositada para esta "tarefa difícil", não só durante a campanha eleitoral, mas também por ter tido "um antecessor de peso", Pedro Santana Lopes.

"Foi um presidente de Câmara com uma visão estratégica para Lisboa, humanista e progressista. Deixou obra em Lisboa e disso nós muito nos orgulhamos", sublinhou.

Teresa Leal Coelho disse ser "com muito orgulho, com muita ambição e com muita vontade" que encabeça esta candidatura, que visa alterar, "de todas as formas legítimas e lícitas", as prioridades assumidas pela atual maioria socialista no executivo.

"Espero poder chegar com a minha voz (...) aos cidadãos de Lisboa para que possam ouvir as nossas propostas", adiantou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.