Costa foi de metro até Lisboa porque "já não é preciso" corrida entre burro e Ferrari

O importante agora é haver um "desenvolvimento da rede" do metro, disse António Costa

O secretário-geral do PS, António Costa, foi esta terça-feira de metro entre Odivelas e o Rato, no centro de Lisboa, porque, ao contrário de 1993, "já não é preciso fazer corridas entre um burro e um Ferrari".

Em 1993, quando concorreu à Câmara de Loures (Odivelas não era ainda concelho), Costa organizou uma corrida entre um burro e um Ferrari na campanha para as autárquicas de então, que o agora primeiro-ministro viria a perder.

Hoje já não é preciso fazer corridas entre um burro e um Ferrari para vir de Odivelas a Lisboa

António Costa fez uma viagem de cerca de 20 minutos entre as duas estações terminais da linha amarela do metropolitano da capital.

Tivemos muitos anos o metro a encolher, com poucas composições, com composições com menos carruagens, e hoje estamos a repor a capacidade de transporte do metropolitano

Em 1993, a prioridade era "levar o metro até Odivelas", mas agora, defendeu António Costa, o importante é haver um "desenvolvimento da rede, melhoria das composições, contratação de novos condutores de forma a poder aumentar a capacidade da rede".

"Tivemos muitos anos o metro a encolher, com poucas composições, com composições com menos carruagens, e hoje estamos a repor a capacidade de transporte do metropolitano", sublinhou o líder dos socialistas e também chefe do Governo, que esteve acompanhado no trajeto, entre outros, pelo atual autarca de Odivelas, o socialista Hugo Martins, e a ex-presidente da câmara local, Susana Amador.

Para António Costa, é importante no quadro comunitário que se seguirá a 2020 "pensar a extensão da rede de metro quer em Lisboa, quer no Porto" e preparar as duas cidades para um "novo paradigma" de menor presença de automóveis.

"Hoje esse é o novo paradigma que vamos ter de construir", reforçou.

A viagem de metro fez-se manhã cedo, pouco depois das 09:00, hora de ponta em que eram muitas as pessoas que preenchiam as composições do metro que transportou o secretário-geral do PS e a comitiva socialista até ao Rato, estação de metro mais próxima da sede do partido.

O município de Odivelas, no distrito de Lisboa, conta com dez candidatos às próximas eleições autárquicas de domingo.

Os candidatos são Hugo Martins (PS), atual presidente da câmara, Fernando Seara (coligação PSD/CDS-PP), Fernando Painho (CDU), Paulo Sousa (BE), Cristina Barradas (Partido Democrático Republicano - PDR), António Oliveira Dias (Partido Juntos pelo Povo - JPP), Ana Fernandes (PAN), Florbela Baião (PTP), Maria Rato de Matos (PCTP/MRPP) e Bruno Rebelo (PNR).

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.