Assunção Cristas promete "nem uma só casa fechada em Lisboa"

Candidata do CDS a Lisboa esteve no bairro do Condado, em Marvila, onde prometeu entregar, em dois meses, as casas municipais que estão fechadas

Assunção Cristas prometeu hoje que, se for eleita presidente da Câmara de Lisboa, disponibilizará em dois meses as "1600 casas" de habitação municipal que estima estarem atualmente fechadas. A líder do CDS e candidata à autarquia falava numa ação de campanha, de manhã, no bairro do Condado, na zona de Chelas, em Marvila, onde visitou dois prédios marcados pela degradação. Cristas diz que este é um cenário que tem encontrado muitas vezes: "Já cheguei a entrar em casas que precisam de uma pequena reabilitação. Quando lá voltei, 15 dias depois, estavam emparedadas com chapas metálicas".

Isabel Rodrigues, moradora num dos edifícios visitados pela candidata, diz que ali existem "três ou quatro casas fechadas por prédio". Acrescenta que a Gebalis - a empresa municipal responsável pelos bairros sociais - muitas vezes "remodela, limpa e fecha as casas", justificando que estas servirão para albergar famílias caso haja uma catástrofe. Isabel Rodrigues mora numa das habitações, com uma renda de 30 euros, numa família de sete pessoas. Queixa-se que não tem eletricidade em algumas divisões, que "há fichas elétricas que não funcionam por causa do escorrer da água". Um depoimento que serviu para Assunção Cristas questionar as prioridades do atual presidente da autarquia, Fernando Medina: "Não se compreendem obras de cosmética quando nestas zonas não há sequer o mínimo de manutenção para garantir a segurança de bens e pessoas". A candidata também exigiu transparência à autarquia, defendendo que se há uma reserva de habitação para situações de catástrofe, então a câmara deve dizer quantas são e onde estão essas casas.

À janela, outra moradora, Anabela, queixa-se das promessas dos políticos: "Quando há eleições dão tudo, depois das eleições não dão nada". Há 36 anos que ali mora - agora com três filhos, um sobrinho e uma neta - e diz que não se queixa da casa, mas da falta de uma habitação para a filha e para a neta. A casa do lado está emparedada "há 20 e tal anos" e no prédio "há quatro ou cinco casas vazias", aponta, antes de fechar a janela. Na parede ficou colada a promessa do CDS: "Nem uma só casa fechada em Lisboa".

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