Associação da GNR sente-se "discriminada" pelo MAI

Em causa está o anúncio do descongelamento das progressões nos níveis remuneratórios na Policia de Segurança Pública

A Associação Nacional Autónoma de Guardas (ANAG-GNR) repudiou hoje "veemente" a discriminação de que se sente alvo, depois do Ministério da Administração Interna (MAI) ter anunciado o descongelamento das progressões nos níveis remuneratórios na Policia de Segurança Pública (PSP).

Para a associação "esta posição da tutela é o reflexo da situação em que os militares da GNR vivem, ou seja, um total desprezo e desconsideração por parte da tutela que apenas exige e não reconhece o serviço árduo e perigoso a que no dia-a-dia estes militares se expõem em prol dos seus concidadãos e da segurança de todo o território nacional".

Os militares da GNR são os mais mal remunerados de todas as forças e serviços de segurança

Uma atitude que a associação qualifica, em comunicado, como "lamentável" e que, sustenta, "colide com o programa do Governo".

"Os militares da GNR são os mais mal remunerados de todas as forças e serviços de segurança" atesta a AMAG-GNR, citando "a discrepância de remuneração entre um agente da PSP e um militar da GNR com os mesmos anos de serviço, fruto da revisão do Regime Remuneratório da PSP".

Apontando como "justo [o] descongelamento aos agentes da PSP", a associação considera que "irá agudizar mais as desigualdades existentes entre as duas forças de segurança" e sem referir "no horário de trabalho diferenciado que só por si causa uma diferenciação no vencimento".

A associação de Guardas considera "inadmissível" que só tenham sido "finalizadas as promoções respeitantes a 2016 e as de 2017 ainda estão por concluir

Salienta a associação que "cada vez mais é exigido aos militares da GNR um maior empenho e esforço no âmbito operacional, como o caso do aumento do efetivo do GIPS [Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro] e das suas responsabilidades no combate aos incêndios, aos militares dos Postos Territoriais que devido ao elevado défice de elementos lhe é exigido, uma maior carga horária e um serviço acima do que é razoável".

A associação de Guardas considera "inadmissível" que só tenham sido "finalizadas as promoções respeitantes a 2016 e as de 2017 ainda estão por concluir, com agravante de apenas ter sido autorizado um terço das mesmas".

Quinze mil agentes da Polícia de Segurança Pública vão ter as carreiras descongeladas este ano, o que deverá acontecer em maio e com efeitos retroativos desde janeiro, anunciou na passada dia 14 o Ministério da Administração Interna.

"Tendo como objetivo dar continuidade a uma crescente valorização dos profissionais das forças e serviços de segurança tuteladas pelo MAI", o ministro da Administração Interna despachou, na passada terça-feira, a viabilização de mais de 15 mil progressões nas carreiras da PSP, de oficiais, chefes e agentes, ainda esta ano, segundo nota do MAI enviada à Lusa.

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