Apreendidos quase 6.000 doses de droga e 12 mil artigos contrafeitos

A operação de combate à contrafação da ASAE realizou-se no Norte do país

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou hoje a apreensão de 5.900 doses de droga numa operação de combate à contrafação no Norte do país, tendo confiscado 12.000 artigos falsificados no valor de quase 51 mil euros.

A investigação demorou um ano e foi direcionada para páginas na internet, nomeadamente da rede social Facebook

A apreensão dos artigos contrafeitos, incluindo calçado, roupa e acessórios de moda, resultou de buscas na semana passada a residências, garagens que serviam de armazéns e viaturas em Póvoa de Varzim e Riba d'Ave.

As buscas ocorreram no âmbito de uma investigação, que demorou um ano, direcionada para páginas na internet, nomeadamente da rede social Facebook, envolvendo fraude sobre mercadorias e venda e circulação de artigos contrafeitos, refere a ASAE em comunicado.

Numa das casas, precisou a ASAE à Lusa, foram apreendidas 3.000 doses individuais de haxixe e 2.900 de canábis, no montante de cerca de 29 mil euros, duas balanças, quatro telemóveis e gás pimenta de defesa.

A lista de apreensões inclui três computadores portáteis, um 'tablet' e documentação diversa ligada às transações de mercadorias.

Os suspeitos dos crimes de tráfico de droga e contrafação já foram identificados, adiantou à Lusa a ASAE.

No curso da investigação, realizada em articulação com a PSP, foram intercetados dois veículos de transporte e inspecionadas duas fábricas na zona de Felgueiras, onde foi "detetada a produção em flagrante de calçado contrafeito"

Segundo a ASAE, as encomendas dos artigos "eram geridas e expedidas, via CTT e empresas de logística, para todo o país a partir de um estabelecimento comercial" de um marroquino, na Póvoa de Varzim, que colaborava com outras pessoas.

No curso da investigação, realizada em articulação com a PSP, foram intercetados dois veículos de transporte e inspecionadas duas fábricas na zona de Felgueiras, onde foi "detetada a produção em flagrante de calçado contrafeito", tendo as autoridades instaurado autos de contraordenação por falta de licenciamento industrial e um processo-crime por uso de máquinas que se encontravam apreendidas em processos anteriores e por quebra de selos de confiscação.

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