Arquivada investigação ao incêndio no Andanças

Ministério Público não encontrou indícios de que o fogo que destruiu 458 viaturas tenha sido ateado de forma intencional ou deliberada

O Ministério Público decidiu arquivar a investigação ao incêndio no festival Andanças do verão passado, no qual mais de 450 viaturas ficaram destruídas ou danificadas.

"Não foi possível apurar quaisquer indícios que permitissem concluir que o fogo tivesse sido ateado de forma deliberada ou intencional. Também não foi possível recolher indícios que permitissem apurar as circunstâncias concretas em que o mesmo ocorreu nem a eventual responsabilidade negligente de alguém", diz um comunicado da procuradoria da comarca de Portalegre.

A investigação também não permitiu apurar, segundo a mesma nota, "as circunstâncias concretas em que o mesmo ocorreu nem a eventual responsabilidade negligente de alguém".

O Ministério Pública indica que o incêndio teve início no parque de estacionamento e na proximidade de três viaturas que ali se encontravam, "excluindo-se que o mesmo se tivesse ficado a dever a qualquer causa eléctrica e/ou mecânica desses veículos".

Refere ainda que o Andanças, que acontece em Castelo de Vide, estava devidamente autorizado e tinha um plano de segurança que contemplava o risco de incêndios e que a preparação do terreno que serviu de parque de estacionamento foi feita da forma habitual, "não existindo regulamentação específica para este tipo de situações ou eventos".

De acordo com o Ministério Público arderam "1,8389 hectares de mato" e registaram-se estragos em 458 veículos. O incêndio registou-se a três de agosto.

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