Parlamento quer suspender despejos da Fidelidade e mais informações aos pensionistas

Vários moradores terão recebido notificações da Fidelidade, com um prazo de dois meses para deixarem os imóveis

O parlamento aprovou esta sexta-feira um projeto de resolução do PCP que pedia ao Governo diligência para suspender os alegados despejos de arrendatários de apartamentos em torres da seguradora proprietária, Fidelidade, em Santo António dos Cavaleiros, no concelho de Loures.

O texto dos comunistas, a defender a "garantia do direito à habitação", só teve os votos contra de PSD e CDS-PP.

Foi noticiado que vários moradores naqueles edifícios dos arredores de Lisboa tinham recebido notificações da empresa proprietária com um prazo de dois meses para deixarem os imóveis.

Contudo, a Fidelidade negou entretanto a intenção de despejar quaisquer famílias, mas antes impedir a renovação automática dos contratos de arrendamento, pretendendo encetar negociações caso a caso.

Segundo responsáveis da empresa seguradora só estão previstas 15 intervenções deste género até junho num universo de 126 inquilinos.

Unanimidade mereceram projetos de resolução de BE e PCP, para que o Centro Nacional de Pensões preste mais informações aos beneficiários, nomeadamente um recibo discriminado com os valores que compõem a verba total antes da data de pagamento.

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