Apenas "erros" eliminados das listas de espera e com conhecimento da tutela

A eliminação de utentes das listas de espera para consultas hospitalares foi o tema que dominou a audição parlamentar da presidente da Administração Central do Sistema de Saúde

A presidente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), Marta Temido, garantiu hoje que apenas foram eliminados das listas de espera "erros" informáticos e que a tutela tinha conhecimento deste trabalho de expurgo.

Marta Temido falava aos jornalistas no final de uma audição na Comissão Parlamentar da Saúde sobre o relatório do Tribunal de Contas (TdC) relativo ao acesso a cuidados de saúde no Serviço Nacional de Saúde (SNS), o qual concluiu que, no triénio 2014-2016, ocorreu "uma degradação do acesso dos utentes a consultas de especialidade hospitalar e à cirurgia programada".

Sobre a eliminação de utentes das listas de espera para consultas hospitalares, o tema que dominou a audição parlamentar, Marta Temido afirmou que se tratou de "erros", e não de pedidos de consultas, e que estes "erros" se deveram a dificuldades informáticas causadas por vários sistemas.

"Erros é uma coisa, eliminação com intenção de melhorar resultados é outra", disse, assumindo que o impulso da medida foi da ACSS, mas que a medida envolveu os hospitais e os centros de saúde, além de outros organismos do setor, e teve conhecimento das "várias tutelas, que estiveram sempre a par do que se estava a fazer".

Após a audição de Marta Temido, será ouvido o presidente do TdC sobre o mesmo relatório, estando ainda agendada uma audição ao ministro da Saúde, pela mesma razão.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.