Costa destaca evolução do tipo de investimento alemão em Portugal

António Costa referiu que nos últimos anos, Portugal tem assistido "a uma transferência importante do tipo de investimento que as empresas alemãs têm vindo a fazer" no país

O primeiro-Ministro, António Costa, sublinhou hoje, em Braga, a mudança do tipo de investimento alemão em Portugal registada nos últimos anos, com uma crescente aposta na tecnologia e no conhecimento.

Falando na inauguração do Centro de Tecnologia e Desenvolvimento da Bosch, que contou com presença da chanceler alemã, Angela Merkel, António Costa destacou ainda que a Alemanha é "desde há muitos anos o primeiro investidor produtivo em Portugal".

"Nos últimos anos, temos assistido a uma transferência importante do tipo de investimento que as empresas alemãs têm vindo a fazer em Portugal", referiu o primeiro-ministro.

Como exemplo, apontou o Centro de Tecnologia e Desenvolvimento da Bosch, hoje inaugurado em Braga.

"Aqui onde estamos, há 20 anos, a Blaupunkt produzia rádios. Hoje deixámos de produzir rádios e passámos a produzir conhecimento", disse.

Se queremos ser competitivos no futuro, é com base na inovação e no conhecimento

Costa destacou ainda o facto de a Bosch ser parceira em dois "projetos fundamentais" (Laboratórios Colaborativos e Clube dos Fornecedores) no âmbito do Programa Interface, que classificou como "o mais importante do Programa Nacional de Reformas".

Um programa que visa transferir conhecimento e tecnologia das universidades, politécnicos e centros de saber para o tecido económico.

"Se queremos ser competitivos no futuro, é com base na inovação e no conhecimento", enfatizou António Costa.

O espírito europeu não é só juntar países à volta de uma mesa do Conselho para tomarmos decisões. É muito mais que isso. É a capacidade de juntarmos os recursos, o saber, capacidade de fazermos em conjunto

Disse ainda que a Bosch é um "excelente exemplo" daquilo que é o espírito europeu.

"O espírito europeu não é só juntar países à volta de uma mesa do Conselho para tomarmos decisões. É muito mais que isso. É a capacidade de juntarmos os recursos, o saber, capacidade de fazermos em conjunto", referiu.

Só dessa forma, rematou, é que será possível "construir uma Europa que possa defender o seu modelo social, o seu standard de vida, os seus standards ambientais e o seu modo de viver neste mundo globalizado que é tão desafiante para a Europa".

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