António Costa desafia críticos de Sócrates

Foi logo a abrir o discurso com que apresentou a moção de José Sócrates, hoje de manhã, que António Costa, ainda número dois do partido, enviou um recado aos mais críticos dentro do próprio partido.

"Este não é momento para silêncios, este não é o momento para calculismos, este é o momento para dizer tudo o que pensamos com a frontalidade que sempre caracterizou o nosso PS", disse António Costa. O recado tinha destinatário, embora o seu nome não tinha sido dito: António José Seguro.

Numa intervenção no congresso do PS, em Matosinhos, que deu o pontapé de saída dos potenciais candidatos à sucessão de Sócrates, Costa mostrou que os mais próximos do actual líder estarão juntos nesse momento. Elogiou Francisco Assis e Carlos César, dois potenciais candidatos numa eventual disputa de liderança. E avisou que Sócrates ainda não caiu, seguindo para as legislativas com o partido ao seu lado: "O PS não é o partido de um homem só, é o partido de um líder que conta com o apoio de todos os seus militantes."

Depois, o autarca de Lisboa recuperou as linhas de intervenção do líder na noite anterior, colando o PSD à palavra "irresponsabilidade" e a um caminho desconhecido. "O lobo mau pode disfarçar-se de avozinha, mas é o lobo mau", atirou, já depois de ter dirigido críticas a uma Europa que "reagiu tarde" à crise do euro, liderada por "24 países conservadores."

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Francisco ​​​​​​​em Pequim?

1. A perseguição aos cristãos foi particularmente feroz durante a Revolução Cultural no tempo de Mao. Mas a situação está a mudar de modo rápido e surpreendente. Desde 1976, com a morte de Mao, as igrejas começaram a reabrir e há quem pense que a China poderá tornar-se mais rapidamente do que se julgava não só a primeira potência económica mundial mas também o país com maior número de cristãos. "Segundo os meus cálculos, a China está destinada a tornar-se muito rapidamente o maior país cristão do mundo", disse Fenggang Yang, professor na Universidade de Purdue (Indiana, Estados Unidos) e autor do livro Religion in China. Survival and Revival under Communist Rule (Religião na China. Sobrevivência e Renascimento sob o Regime Comunista). Isso "vai acontecer em menos de uma geração. Não há muitas pessoas preparadas para esta mudança assombrosa".