António Costa ausente do debate por opção

Primeiro-ministro estará amanhã no debate quinzenal e deixa as despesas da discussão de hoje aos ministros Pedro Marques e Mário Centeno

O primeiro-ministro António Costa não está nem vai estar hoje presente no debate do Programa Nacional de Reformas e do Programa de Estabilidade. Ao que o DN apurou a ausência do primeiro-ministro é por opção, uma vez que o executivo entende que não é prática o chefe de governo intervir neste tipo de debates.

O executivo pretende que sejam os dois ministros responsáveis pelos documentos (Mário Centeno, pelo Programa de Estabilidade, e Pedro Marques, pelo Programa Nacional de Reformas). Além disso, António Costa está também a fazer a gestão da sua intervenção em sede parlamentar, pois amanhã é dia de debate quinzenal, plenário em que será protagonista.

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Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.