Rangel cancela agenda e vai ao Conselho Nacional

Eurodeputado diz que a derrota "foi dura", mas não deve "esfumar-se numa luta de personalidades"

Paula Sá
Paulo Rangel durante a campanha para as eleições autárquicas© Global Imagens

Paulo Rangel cancelou a agenda que tinha para esta terça-feira e vai ao Conselho Nacional do PSD para falar da estratégia política que o partido deve seguir após a "derrota dura" nas eleições autárquicas.

O eurodeputado - que foi candidato à liderança do PSD em 2010 contra Pedro Passos Coelho e José Pedro Aguiar-Branco -, escreve um artigo no Público em que afirma que essa derrota não deve "acantonar" o PSD e também não pode "esfumar-se numa luta de personalidades" nem num "choque de séquitos e de aparelhos!".

O DN sabe que Rangel vai precisamente ao Conselho Nacional desta noite, para exprimir este ponto de vista e, tal como no artigo de opinião, traçar as diferenças ideológicas entre o PSD e o PS. Por exemplo o de que "o PSD é pela liberdade, mas não é liberal"; que "o PSD é pela igualdade solidária, o PS é pelo igualitarismo social". O eurodeputado escreve ainda que "é nestes momentos difíceis que o PSD tem de ter ganas de futuro".

O DN apurou junto de fontes que lhe são próximas que não está descartada a possibilidade de Paulo Rangel vir novamente a avançar com uma candidatura à liderança do PSD, se e como todos estão à espera, Pedro Passos Coelho não se recandidatar ao cargo.

Este alerta ao partido surge também num momento em que Rui Rio tem já em marcha a sua candidatura à liderança do PSD. O ex-autarca do Porto esteve na segunda-feira à noite com alguns barões do PSD a apresentar o seu programa estratégico, entre os quais Nuno Morais Sarmento, Ângelo Correia e Feliciano Barreiras Duarte.