PSD pede que não haja pressa e admite todas as posições (até referendo)

Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, encerrou um colóquio do seu partido sobre eutanásia dizendo que este é um debate "que exige tempo e mobilização"

João Pedro Henriques
© JOÃO RELVAS/LUSA

Ao mesmo tempo, elencou as opções possíveis, colocando nestas um referendo nacional: defesa da despenalização, "consulta pública" (ou seja, referendo), agravamento da penalização e "não decidir coisa nenhuma".

"Não excluímos nenhuma posição", "todas as posições estão em aberto" - salientou, ressalvando no entanto que, em qualquer caso, haverá liberdade de voto na bancada.

Para o chefe da bancada 'laranja', "não devemos acelerar ou precipitar nenhuma decisão" porque os deputados devem ter a "possibilidade alargada de ouvirem a sociedade" sobre este assunto.

E essa obrigação - acrescentou - reforça-se com o facto de o PSD, tal como aliás todos os outros partidos (excepto o PAN), não ter proposto nenhuma posição sobre eutanásia no programa eleitoral que levou a votos nas últimas legislativas. Isso - explicou - cria "a obrigação de uma ponderação ainda maior".