PSD e CDS dizem que vem aí um orçamento de austeridade

Direita esteve reunida com o governo e diz que vem aí um aumento de impostos

Susete Francisco

PSD e CDS saíram hoje da reunião com o governo, para apresentação das linhas gerais do Orçamento do Estado para o próximo ano, a defender que vem aí mais austeridade. Primeiro os centristas, depois os sociais-democratas, estiveram reunidos com o ministro das Finanças, Mário Centeno, e o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos. Os dois partidos saíram do encontro a falar numa revisão das estimativas económicas para este ano e de um aumento de impostos em 2017.

"Vem aí mais do mesmo", mas em versão "agravada", afirmou no final do encontro Luís Montenegro, líder parlamentar dos sociais-democratas, considerando que no próximo ano o governo "dará pouco ou nada com uma mão" e tirará com a outra, através de um "aumento de impostos". Para o dirigente social-democrata as contas públicas para 2017 seguem a "linha errada de 2016" - "O governo assume que as coisas não estão bem mas propõe-se fazer o mesmo".

À semelhança do que já tinha afirmado antes o líder parlamentar do CDS, Montenegro diz ter saído da reunião sem respostas concretas quanto a alterações fiscais, mas sem dúvidas de que este vai ser um orçamento de "aumento de impostos".

Nuno Magalhães, líder da bancada centrista, disse também que o governo foi "muito vago", mas confirmou a revisão do cenário macroeconómico para este ano e uma "recomposição dos impostos indiretos" no próximo orçamento, sem especificar quais e em que termos. O deputado apontou o que chama de "concurso de ideias" para aumentar os impostos indiretos entre os partidos que suportam o governo e o "leilão de promessas" quanto ao aumento das pensões para chegar a uma conclusão: o orçamento do próximo ano será de "austeridade".