Paulo Rangel: "O PCP nem sequer tem uma visão democrática"

Foi eleito um dos dez vice-presidentes do Partido Popular Europeu (PPE) e considera que um governo de esquerda é "fraude eleitoral". Rangel em entrevista ao DN

Rui Pedro Antunes

Foi hoje eleito vice-presidente do PPE. O que significa para Portugal ocupar este cargo?

É muito importante porque isto permite que Portugal tenha, especialmente nas cimeiras do PPE, uma dupla voz. E há aqui um reforço porque sou simultaneamente vice-presidente do grupo parlamentar, o que permite fazer uma ligação nos dois polos mais importantes do partido. A minha principal tarefa será assegurar a ligação entre essas duas estruturas.

Um dos temas deste congresso foi as migrações. Como é que o PPE lida com atitudes heterogéneas que vão desde a abertura de fronteiras de Angela Merkel até Órban que dá ordens para disparar sobre refugiados?

A minha posição está muito em linha com a de Angela Merkel, que é lutar para que a posição do PPE seja de grande abertura, de que a Europa tem capacidade plena para aceitar refugiados e cada país deve aceitar uma quota-parte das responsabilidades. Aí nem sequer vou tentar fazer pontes. Vou é tentar fazer pender uma posição do PPE para uma posição de grande abertura. Vamos ter de integrar muitos mais refugiados do que os que estão previstos.

Não incomoda Victor Órban fazer parte dessa discussão?

Incomoda. Não escondo que as atitudes de Vítor Órban são atitudes que devem ser denunciadas. E julgo que temos aqui alguma margem para influenciar o seu comportamento. E, portanto, há uma situação de incómodo de ele estar presente, mas também há a vantagem de podermos influenciar e atenuar algumas das posições mais negativas.

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