Nuno Melo apela ao presidente do parlamento europeu

O eurodeputado centrista escreveu uma carta, esta sexta-feira, a António Tajani, para que ajude na disponibilização de verbas para apoiar as populações atingidas pelos incêndios em Portugal

Valentina Marcelino
O eurodeputado centrista, Nuno Melo, quer que a UE se mobilize para ajudar Portugal© Artur Machado

Nuno Melo fez um apelo ao presidente do Parlamento Europeu, António Tajani, para que coloque "todo o empenho, no sentido da interpretação mais inteligente, flexível e justa, de tudo quanto possa ser utilizado em benefício das vítimas e suas famílias em Portugal, como noutras ocasiões sempre defendemos em relação a outras tragédias em solo europeu". Equivale a dizer, explica, em carta aberta, o eurodeputado português "que contamos com o empenho do presidente do Parlamento Europeu no sentido da colaboração para aplicação no caso português dos fundos estruturais necessários - designadamente, do Fundo Europeu de Solidariedade - para a rápida reconstrução de uma economia e recuperação de vidas de trabalho".

Nuno Melo aproveita ainda para solicitar a Tajani que, "considerando insuficientes as medidas preventivas existentes - como o Mecanismo Europeu de Proteção Civil - ou insuficientes os mecanismos de solidariedade, seja uma parte ativa junto da Comissão Europeia, para que de forma célere, seja desencadeada a necessária discussão sobre a aplicação dos meios ao alcance das Instituições e para que a União Europeia melhore a sua capacidade de resposta a tragédias, como a que Portugal viveu nos últimos dias".

Na sua missiva descreve assim a tragédia que atingiu Portugal e, desde junho, já matou 109 pessoas (65 em Pedrógão Grande e 44 no último fim de semana, em vários concelhos): " Tal como sucedeu em Itália, atingida por violentos terramotos, e na ilha da Madeira atingida pelos graves incêndios de 2016, também Portugal Continental conta muitos mortos - mais de 100 - num cenário dantesco que destruiu propriedades agrícolas, florestais, empresas, habitações e determinou prejuízos de milhões de euros e a perda de milhares de postos de trabalho".

Nuno Melo lembra que a UE "é construída sobre pilares de coesão e solidariedade" e que "os povos europeus não conceberiam que perante um drama assim, a forma pudesse prevalecer sobre a substância e o auxílio necessário na base daqueles princípios não fosse prestado".