60% das casas já estão prontas, mas fundo Revita apenas financiou 36% das obras

Nos sete conselhos mais afetados pelos "incêndios de Pedrógão", no ano passado, 60% das habitações que necessitavam de reconstrução já estão prontas

Paulo Pena
 | foto Carlos Manuel Martins/Global Imagens
Reconstrução de casas em Pedrógão Grande | foto Henriques da Cunha/Global Imagens
Reconstrução de casas em Pedrógão Grande | foto Orlando Almeida / Global Imagens

Um ano depois dos incêndios de 17 de junho, que afetaram os concelhos de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penela e Sertã, a grande maioria das casas destruídas já têm as obras concluídas.

Segundo dados do ministério do Planeamento e Infraestruturas, das 261 habitações que necessitavam de intervenção, 157 já estão prontas.

As restantes 104 estão ainda em execução, sendo que cinco delas só entraram em obra na semana passada. Esta intervenção representa um investimento total de 9.956.526,69 euros.

No entanto, apenas 99 destas reconstruções foram financiadas diretamente pelo fundo criado pelo Governo para recolher os donativos solidários para o auxílio às vítimas dos incêndios.

O fundo Revita, assegura o Governo, coordenou a sua ação com outros donativos canalizados para a região. "Nem todos os donativos foram entregues ao fundo, mas as instituições que os receberam, como a União das Misericórdias Portuguesas, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Cáritas Diocesana, fizeram um protocolo com o REVITA e aplicaram as mesmas regras", explica fonte do ministério de Pedro Marques.