Infraestruturas 2030. Governo quer OK de dois terços do Parlamento

Governo quer garantia do parlamento, revelou o ministro das Infraestruturas na conferência que assinala o 153.ª aniversário do DN

Ana Margarida Pinheiro

Pedro Marques espera que os investimentos para o Portugal 2030 e para o Programa Nacional de Investimentos tenham a aprovação de dois terços do Parlamento. Só assim, adiantou esta segunda-feira o ministro, será possível garantir o seu prolongamento através de legislaturas e partidarismos.

"Queremos que este plano reúna o consenso de, pelo menos, dois terços dos deputados à Assembleia da República, assegurando assim a estabilidade na sua concretização, que não ficará desse modo sujeita à volatilidade dos ciclos políticos", referiu o ministro do Planeamento e das Infraestruturas no encerramento da primeira Conferência do Ciclo de Conferências que comemoram o 153º aniversário do Diário de Notícias.

No fecho de uma manhã dedicada às Infraestruturas, Pedro Marques lembrou que o programa para a próxima década exige "receber os contributos mais variados, para construir o mais alargado consenso técnico, social e político". E que, por isso, "ao longo do primeiro semestre do próximo ano daremos os passos para a concretização destes consensos, estando confiante que, em matéria de tanta importância, ninguém faltará à chamada".

Pedro Marques admite que há um "objetivo nuclear claro" na discussão que agora se inicia, que as infraestruturas a levantar nos próximos anos "reforcem a coesão territorial, alavanquem a competitividade da nossa economia, estimulem o emprego e promovam a sustentabilidade ambiental".

Isto tudo num contexto em que, adianta o governante, existem vários desafios a ultrapassar, como a coesão territorial, sustentabilidade demográfica, alterações climáticas e a urgência da descarbonização.