Associações de polícias e militares marcam encontro nacional para dia 20

Militares e polícias querem saber com quem e quando vão realizar o processo negocial sobre o descongelamento das carreiras profissionais.

Manuel Carlos Freire
Encontro de dia 20 vai juntar efetivos da PSP, GNR e Forças Armadas© Natacha Cardoso/ Global Imagens

O silêncio dos ministérios da Defesa e da Administração Interna levou as associações e sindicatos das forças de segurança e das Forças Armadas a marcarem esta quinta-feira um encontro nacional para dia 20, em Lisboa.

Em causa está o artigo 19º do Orçamento de Estado deste ano, que determina a realização de um processo negocial entre as partes para desbloquear as respetivas carreiras profissionais daqueles corpos especiais do Estado.

"Para já, nmada está a ser tratado e a lei não está a ser cumprida", afirmou ao DN o presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS), Mário Ramos, no final da reunião desta manhã - na sede da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia - entre os representantes dos agentes da PSP, dos militares da GNR e dos oficiais, sargentos e praças das Forças Armadas.

O encontro nacional agora marcqado, a realizar próximo do Parlamento e aberto a todos os elementos daqueles corpos especiais do Estado, visa aprovar um documento para entregar na residência oficial do primeiro-ministro.

Os participantes na reunião desta quinta-feira já tinham enviado um ofício sobre a matéria ao primeiro-ministro há cerca de duas semanas. António Costa, precisou Mário Ramos, "respondeu e encaminhou" o caso para os respetivos ministérios mas sem resultados práticos.

"Queremos saber que nos vai receber e onde", pois "não podemos ficar à espera que queiram resolver" essa matéria "em dezembro" deste ano quando os efeitos dos descongelamentos das carreiras se reportam a 1 de janeiro, sublinhou ainda Mário Ramos.

No caso das Forças Armadas, "temos de perceber como é que o descongelamento das carreiras se vai aplicar a nós", uma vez que nem todas as progressões a ocorrer terão impactos financeiros devido ás promoções que foram sendo feitas nas Forças Armadas. "É só isso que queremos", insistiu o dirigente da ANS.