Multinacional General Electric constituída arguida por surto de legionela

Catorze pessoas morreram e mais de 400 foram internadas devido a um surto de legionela, em novembro de 2014

Carlos Rodrigues Lima
© Arquivo Global Imagens

A multinacional General Electric foi constituída arguida no processo aberto na sequência do surto de legionela em Vila Franca de Xira, em novembro de 2014. O surto de Vila Franca de Xira foi o terceiro maior do mundo, com 14 mortes e 402 pessoas infetadas.

A General Electric fazia a manutenção das torres de arrefecimento da Adubos de Portugal, que estiveram na origem do surto - a empresa também é arguida no mesmo caso.

Alguns dias depois do início do surto, o diretor-geral de saúde, Francisco George, revelou que as bactérias encontradas em doentes com legionela eram semelhantes às detetadas numa torre de refrigeração da empresa. A fábrica esteve parada mais de um mês até ser autorizada a produção.

Contactada pela Lusa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apenas disse que o inquérito se encontra "em investigação e envolve recolha e análise de prova que se tem vindo a revelar como muito complexa e exames periciais igualmente de grande complexidade, alguns deles complementares a outros já realizados mas essenciais para a descoberta da verdade".

A agência Lusa questionou a PGR sobre quantos arguidos tinha até ao momento este caso, mas não obteve resposta em tempo útil.

A Lusa contactou ainda o advogado da Adubos de Portugal, José Eduardo Martins, que apenas afirmou não ter declarações a fazer, tal como a assessoria de imprensa da empresa."Não confirmo nem desminto. Não tenho qualquer declaração a fazer por parte do meu cliente", afirmou o advogado. Também o advogado da General Electric, Paulo da Matta, não quis comentar, alegando que o processo se encontra em segredo de justiça