Alegre apoia Costa na decisão da tolerância de ponto

"Laicidade não rima com insensibilidade nem com sectarismo", disse hoje ao DN o histórico socialista, comentando a decisão governamental.

Para Manuel Alegre, Portugal receberá nos dias 12 e 13 de maio, para participar nas celebrações do centenário de Fátima, a "maior figura viva da Humanidade neste momento", o Papa Francisco.

Por isso, a visita, "tem um significado que ultrapassa o religioso". "Isto não é uma questão aritmética ou estatística. É um ato que tem um significado cívico e cultural - a República é aberta, não é sectária".

Ao decidir como decidiu, António Costa "seguiu uma das lições de Mário Soares, que não repetiu os excessos [anti-clericais] da I República". "É bom para a abertura da República."

A decisão de António Costa de dar a tolerância de ponto aos funcionários públicos a 12 de maio - ainda não confirmada oficialmente em Conselho de Ministros - foi ontem fortemente contestada dentro do PS.

Um deputado eleito pelo Porto, Tiago Barbosa Ribeiro, abriu as hostilidades, com uma nota crítica publicada no Facebook. Foi seguido depois por outros deputados como Ascenso Simões (cuja filiação católica é conhecida), Isabel Moreira ou o eurodeputado Francisco Assis

Em socorro da decisão governamental saíram personalidades do partido como Carlos César, João Soares ou Porfírio Silva. O PSD e o CDS disseram que apoiam a decisão governamental. O Bloco de Esquerda mandou dizer que "não se opõe". O PCP expressou "dúvidas".

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