Alegações finais de novo julgamento de Manuel Godinho marcadas para hoje

O julgamento é uma repetição e diz respeito a factos que remontam a 2009, quando Manuel Godinho terá mandado a sua secretária pessoal entregar 2.500 euros a um vigilante da natureza para evitar a fiscalização de uma extração ilegal de areias na Quinta dos Ananases, em Ovar.

O Tribunal de Aveiro agendou para hoje as alegações finais do julgamento do sucateiro Manuel Godinho, acusado, juntamente com outros dois arguidos, de um crime de corrupção, num processo que resultou de uma certidão extraída do caso "Face Oculta".

Em dezembro de 2013, os três arguidos foram absolvidos da prática de um crime de corrupção porque, segundo o coletivo de juízes, não se provou a tese de que a ação fiscalizadora tenha sido ordenada, mas não efetuada, a troco de dinheiro.

Inconformado com a decisão, o Ministério Público recorreu para o Tribunal da Relação do Porto que mandou repetir o julgamento, considerando que a prova produzida e examinada durante o julgamento "impõe conclusão diversa" do acórdão recorrido.

Em setembro de 2014, Manuel Godinho foi condenado no âmbito do processo "Face Oculta" a uma pena única de 17 anos e meio de prisão, em cúmulo jurídico, por 49 crimes de associação criminosa, corrupção, tráfico de influência, furto qualificado, burla, falsificação e perturbação de arrematação pública.

Mais recentemente, no passado mês de novembro, foi condenado a mais dois anos e meio de prisão efetiva, por subornar um ex-funcionário da antiga Rede Ferroviária Nacional (Refer), também condenado no mesmo processo.

O empresário de Ovar aguarda em liberdade o desfecho dos recursos dos dois acórdãos interpostos pela sua defesa.

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