Agente da PSP confessa ter furtado telemóvel de um condutor

Telemóvel no valor de 1038 euros foi retirado pelo agente quando este estacionava o carro de condutor alcoolizado

Um agente da PSP acusado de se apropriar de um telemóvel pertencente a um condutor sujeito a uma ação de fiscalização no Porto, em outubro de 2017, confessou esta quarta-feira os factos, não sabendo explicar porque o fez.

Na primeira sessão de julgamento, no Tribunal São João Novo, no Porto, o arguido, suspenso de funções, assumiu estar "muito arrependido", sublinhando que "nunca" fez uma "coisa daquelas antes" não sabendo, por isso, saber explicar o que "lhe passou na cabeça" para furtar o telemóvel.

Dada a confissão integral, a procuradora do Ministério Público (MP) partiu para as alegações finais pedindo apenas justiça, não tecendo mais comentários.

Antes do início da sessão, o arguido acordou com a vítima pagar-lhe uma indemnização de 2.000 euros em 60 dias.

De acordo com a acusação, a 1 de outubro de 2017, pelas 04:00, na Rua Faria Guimarães, no Porto, o agente determinou que um condutor de um automóvel fizesse o teste de pesquisa de álcool no sangue, que deu positivo.

Nesta sequência, antes que o condutor fosse conduzido para a esquerda da PSP do Bom Pastor, o agente, enquanto lhe estacionava e fechava o carro, com a chave que o mesmo lhe deu, apropriou-se de um telemóvel no valor de 1038 euros.

A leitura da decisão judicial ficou agendada para 12 de abril, pelas 14:00.

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