"Acusações insidiosas e informações manipuladas"

Associação Raríssimas reage a reportagem da TVI e diz que é alvo de " jornalismo de emboscada (...) ao serviço de interesses obscuros"

Num comunicado publicado no Facebook, a direção da Raríssimas (Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras) garante que "todas as acusações apresentadas nesta reportagem são insidiosas e baseadas em documentação apresentada de forma descontextualizada".

Numa longa explicação - que pode ler em baixo - é assegurado que "contrariamente ao que foi dito na reportagem, não está em causa a sustentabilidade financeira da Raríssimas. Esta é garantida pelos serviços que presta aos utentes, desde a Unidade de Cuidados Continuados Integrados, Consultas de especialidade, Terapias de reabilitação, centro de atividades ocupacionais, Lar residencial, Residência Autónoma e Campos de férias", sublinhando que "As gravações não transmitem a realidade dos factos, mas antes são descontextualizadas e foram obtidas de forma ilícita, sem autorização dos intervenientes como previsto na regulamentação referente à recolha de imagem."

No comunicado é garantido que "todas as acusações de que a Direção da Raríssimas na pessoa da Dra. Paula Brito e Costa e restantes visados foram alvo, serão devidamente retratadas seguindo os procedimentos legais previstos" e que "a Direção da Raríssimas emitirá nas próximas 48 horas o direito de resposta, na qual todas as questões levantadas pela reportagem merecerão um esclarecimento cabal e fundamentado"

Raríssimas gasta dinheiro em vestidos, BMW e viagens?

Investigação da TVI revela "centenas de documentos" que colocam em causa a gestão da instituição de solidariedade social Raríssimas que vive de "subsídios do Estado e donativos".

Segundo esta reportagem, a presidente da Raríssimas, Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras pode ter usado subsídios públicos para fazer vida de luxo.

TVI revela que podem estar em causa "mapas de deslocações fictícias, a compra de vestidos de alta costura, gastos pessoais em supermercados" e que o atual secretário de estado da Saúde, Manuel Delgado, - contratado em 2013 como consultor da Raríssimas - "sabia que a situação" da associação "era insustentável do ponto de vista financeiro."

Em declarações escritas enviadas à TVI, Manuel Delgado refere que nunca participou em "decisões de financiamento" e que a função se resumiu à "colaboração técnica na área de organização e serviços de saúde na Casa dos Marcos."

A TVI refere ainda que a deputada Sónia Fertuzinhos "recusou ser entrevistada" sobre uma viagem que fez pela Raríssimas.

Caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária, segundo a TVI.

Governo vai avaliar a situação

O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social vai "avaliar a situação" da Raríssimas e "agir em conformidade", após a denúncia de alegadas irregularidades na gestão financeira e de uso indevido de dinheiros da associação pela sua presidente.

"Depois da peça transmitida pela TVI no passado sábado a propósito da Instituição Raríssimas, e tendo em conta os factos relatados, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, dentro das suas competências, irá avaliar a situação e agir em conformidade, tendo sempre em conta, e em primeiro lugar, o superior interesse dos beneficiários desta instituição", diz o ministério, em comunicado hoje divulgado.

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