"Acordo de princípio" para a seca

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, declarou hoje que a Comissão Europeia está sensível ao problema da seca em Portugal e tem um "acordo de princípio" com as decisões do Governo para enfrentar a situação.

"A Comissão tem esta atitude muito positiva e construtiva de sensibilidade para com a situação em Portugal", declarou a ministra em Bruxelas, no final de uma reunião com o comissário europeu da Agricultura, Dacian Ciolos.

No encontro, destinado a fazer um ponto de situação sobre a seca, ficou patente que o executivo comunitário "irá muito rapidamente" tomar decisões sobre o caso português, mantendo desde já um "acordo de princípio" com o trabalho que vem sendo feito pelo Governo "desde a primeira hora", notou a ministra da Agricultura.

No Conselho de 20 de março, o secretário de Estado da Agricultura, que representou então Portugal, indicou que o Governo pediu a antecipação, para 16 de outubro, do pagamento dos apoios comunitários, que normalmente são pagos só no final de dezembro.

"Portugal recebe de ajudas diretas, ao todo, cerca de 600 milhões de euros. Estamos a falar de uma antecipação de 50 por cento -- 300 milhões de euros -- já para outubro", explicou então José Diogo de Albuquerque, que marcou hoje também presença na reunião com o comissário da Agricultura.

O Instituto de Meteorologia (IM) já classificou a seca deste ano como pior do que a de 2005.

De acordo com o mais recente relatório quinzenal do IM, "em 15 de abril mantinha-se a situação de seca meteorológica em todo o território continental nas duas classes mais graves: 42 por cento em seca severa e 57 por cento em seca extrema".

O índice utilizado para medir a dimensão da seca tem nove níveis, que variam entre chuva extrema e seca extrema. Antes da seca extrema há a severa, a moderada e a fraca.

O IM refere que, nos últimos 10 anos, a situação de seca mais grave ocorrida foi no período de novembro de 2004 a fevereiro de 2006.

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