Acabaram Medicina mas podem não ter vaga para a especialidade

Ordem dos Médicos diz que as capacidade formativas no SNS estão no limite e podem faltar mais de cem vagas

O próximo ano pode ser o primeiro a produzir médicos indiferenciados. O Conselho Nacional do Médico Interno (CNMI), órgão consultivo da Ordem dos Médicos, estima que em janeiro mais de cem jovens médicos que terminem o ano comum não vão ter uma vaga para fazer a especialidade - formação complementar que os especializa numa determinada área - porque a capacidade de formação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está no limite. Até amanhã realiza-se a mostra de especialidades médicas em Lisboa e no Porto.

"Neste momento as capacidades formativas estão no limite e as vagas para as especialidades médicas não serão suficientes. Não há dúvida de que haverá mais de cem vagas em falta. E é situação que vai agravar-se, com a saída de muitos especialista com capacidade de dar formação do serviço público e o aumento desproporcionado de vagas para o ano comum. A capacidade formativa ronda os 1500 para formação de especialistas", diz ao DN Edson Oliveira, presidente do CNMI. Para 2016 está prevista a entrada de 2147 recém-licenciados no ano comum.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.