Aberto processo para averiguar alegado tratamento de favor a José Sócrates

Carta do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional denunciava que o antigo primeiro-ministro poderia estar a fazer telefonemas no gabinete do do adjunto do diretor.

O inspetor-geral dos Serviços da Justiça disse hoje que foi instaurado um processo com base na carta do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional que denunciava haver tratamento de favor a José Sócrates na prisão de Évora.

O processo de queixa/reclamação foi aberto na terça-feira, adiantou o inspetor-geral da justiça, Manuel Eduardo Santa, numa resposta enviada à Agência Lusa.

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional enviou na segunda-feira uma carta ao diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, com conhecimento da ministra da Justiça, na qual denunciava a existência de "situações preocupantes" no Estabelecimento Prisional de Évora.

Na carta, o sindicato referia que "segundo parece, o recluso José Sócrates quando pretende ligar [telefone] desloca-se ao gabinete do adjunto do diretor, ficando este a aguardar fora do gabinete enquanto o recluso efetua as chamadas telefónicas".

Na missiva é ainda indicado que as visitas ao ex-primeiro-ministro, que se encontra em prisão preventiva, "são em maior número do que as dos restantes reclusos, sendo que neste caso e segundo parece não está a ser cumprido o previsto no regulamento geral no que respeita à acreditação e emissão de cartões de visita, ao número de visitas e ao seu tempo de duração".

Manuel Eduardo Santa, indicou que na terça-feira "foi instaurado na Inspeção Geral dos Serviços de Justiça, um processo de queixa/reclamação, com base numa exposição" do sindicato.

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