A alegria de José Eduardo Martins e o sms de Passos Coelho

Líder do partido enviou mensagem ao recém-eleito coordenador do programa eleitoral autárquico a agradecer disponibilidade

O programa eleitoral do PSD de Lisboa, que vai arrancar com a coordenação de José Eduardo Martins, deverá ficar concluído até 31 de março de 2017. E o antigo secretário de Estado dos sociais-democratas acredita que não haverá qualquer incompatibilidade com o candidato que, entretanto, será escolhido pelo líder do partido. Pedro Passos Coelho, salienta Eduardo Martins, até já lhe enviou um sms a agradecer a sua disponibilidade para a missão autárquica, de enorme importância para o futuro próximo do PSD.

Segundo José Eduardo Martins, na entrevista dada à Lusa, a sua ideia não é ter o "palco" de Lisboa nem tão-pouco entrar em conflito com a direção do PSD. E acredita que Passos Coelho também não ficou incomodado com a escolha da concelhia de Lisboa, tendo mesmo revelado o teor da mensagem recebida: "O presidente do partido mandou-me hoje [anteontem] uma mensagem a agradecer a disponibilidade para aceitar esta tarefa."

Uma revelação com a qual José Eduardo Martins - que tem sido um dos principais críticos de Passos Coelho - pretendeu desvalorizar a ideia de que o convite para coordenar o programa eleitoral autárquico do PSD-Lisboa foi uma "provocação" ao líder do partido. O termo "provocação" foi utilizado por alguns dirigentes do PSD, tal como o DN revelou na sua edição de terça-feira.

Sobre o convite, o antigo secretário de Estado nos governos de Durão Barroso e Pedro Santana Lopes voltou a reafirmar que o aceitou com "prazer e alegria", sublinhando que "a cidade de Lisboa está mesmo a precisar do PSD".

"Qualquer pessoa ficaria orgulhosa e motivada para pensar em Lisboa, onde está quase tudo por fazer", sublinhou, reiterando que está disponível para colaborar ativamente com o partido. Sobre o facto de ir coordenar um programa que será depois "usado" por outra pessoa, o antigo deputado social-democrata lamentou que "a política esteja hoje muito fulanizada".

"Os partidos é que devem ter os seus programas, para depois quem se identificar com eles aderir", defendeu José Eduardo Martins.

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