Sobe número de carteiras roubadas por dia em Lisboa durante a Páscoa

Esquadra de Turismo registou 175 queixas por furtos em 7 dias do período pascal

Os carteiristas de Lisboa fizeram mais "carteiras" esta Páscoa do que na anterior. Segundo dados oficiais da Esquadra de Turismo da PSP de Lisboa avançados ao DN registaram-se 175 furtos de carteiras a visitantes na semana que antecedeu a Páscoa (de 26 a 29 de março) e no fim de semana da Páscoa em si (de 30 de março a 1 de abril). Resultou numa média de 25 carteiras roubadas por dia nas várias ruas e praças que são "postais" de Lisboa.

"No ano anterior, no mesmo período e Esquadra, registaram-se 161 furtos, o que significa um aumento de 8%", refere a PSP. Essa subida é, em grande parte, "justificada pelo igual aumento do número de turistas que, em relação ao ano anterior, visitaram a cidade", adiantou a polícia na resposta ao jornal.

O DN tentou obter dados concretos sobre esse aumento de turistas na cidade mas esses dados ainda não estão disponíveis. Mas a grande "enchente" em Lisboa na Páscoa deve-se muito aos visitantes espanhóis, o que torna a Páscoa num dos períodos mais "produtivos" para os carteiristas.

A Esquadra de Turismo de Lisboa recebe atualmente uma média superior a mil queixas por mês, como foi divulgado na edição do DN de 26 de agosto de 2017. "Este tipo de criminalidade continua a merecer grande preocupação por parte do Comando Metropolitano de Lisboa, que tem empregue vários meios para o seu combate, apostando quer na prevenção( com o aumento do patrulhamento de visibilidade), quer na repressão com aumento das detenções em flagrante delito", adiantou ainda o comando de Lisboa da PSP.

Espanhóis e franceses no Alive

Tal como acontece na época da Páscoa, em que a PSP desenvolve um patrulhamento conjunto com a Polícia Nacional de Espanha em Lisboa - e em outras cidades turísticas como Porto e Faro - já está programada uma nova fase de cooperação para o mês de julho na capital por causa do festival Nos Alive (de 12 a 14 de julho). Nessa altura haverá um patrulhamento conjunto com as polícias espanhola e francesa porque nessa época e durante os dias do festival "a julgar pelos anos anteriores, a cidade recebe um número muito grande de turistas espanhóis e franceses".

"Já noutras cidades e regiões, no verão, sem que possamos adiantar datas concretas, a PSP contará com o apoio das nossas congéneres nas cidades do Porto e de Faro", esclareceu ainda o comando de Lisboa da PSP. Durante o verão a PSP também irá reforçar o patrulhamento em Espanha, nas cidades de Vigo e Santiago de Compostela.

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.