200 pessoas de etnia cigana à espera de saber se são aceites no PS

Sede nacional apontou falhas aos processos e reenviou-os para as estruturas locais de Aveiro e de Coimbra

Há cerca de 200 pessoas de etnia cigana à espera de saber se são aceites como militantes do PS, avança hoje o Público. De acordo com este jornal, as inscrições foram entregues na sede do partido, em Lisboa, mas reenviadas às estruturas locais de Aveiro e Coimbra, de onde são os preponentes, por alegadas falhas nos processos.

As inscrições aconteceram, segundo conta o jornal, depois de um pequeno grupo de militantes do PS ter contactado a Associação Social, Recreativa e Cultural Cigana de Águeda para que esta sensibilizasse as pessoas a fazer formação no âmbito do programa Portugal 2020, que visa estimular o crescimento e a criação de emprego, e a inscreverem-se num partido.

Foram mais de 200 as pessoas que quiseram inscrever-se. As fichas, segundo conta o jornal, foram entregues no Largo do Rato e a acompanhar o processo esteve o coordenador da secção temática de Defesa, Segurança e Soberania do PS, Jorge Napoleão.

Só que os processos foram devolvidos às estruturas locais, que terão de fazer uma primeira avaliação da situação. Só depois serão reenviados para Lisboa, onde será tomada a decisão final.

Em declarações à agência Lusa, o dirigente socialista Hugo Pires disse que no mês passado foi informado sobre a entrada "em bloco" na sede nacional do PS de "cerca de duas centenas de fichas de adesão" a este partido, que realiza o seu próximo congresso nacional no final do primeiro semestre de 2018.

"Sempre que acontecem estas situações de entrada de fichas em massa, os serviços do partido têm de averiguar moradas, identidades e outros aspetos de legalidade. Esta é uma prática habitual e nada tem a ver com qualquer questão étnica relativa aos requerentes", frisou.

Para Hugo Pires, "este movimento" - em que duas centenas de pessoas de etnia cigana pretendem entrar no PS pela secção temática de Defesa e Soberania Nacional - pode ter "características anómalas, razão pela qual importa analisar".

"Atuamos assim sempre que há movimentos desta natureza", acrescentou.

Em declarações ao jornal "Público", Cristina Martins, militante socialista em Coimbra e da Comissão Política Nacional pela lista minoritária de Daniel Adrião, disse que o objetivo com a entrada destas filiações "é dar voz à comunidade cigana" neste partido.

Relacionadas

Últimas notícias

Brand Story

Tui

Mais popular

  • no dn.pt
  • Portugal
Pub
Pub