10 de Junho comemorado em Paris

As primeiras comemorações oficiais de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto Presidente da República serão realizadas na capital francesa avança o Público

O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades deverão começar cedo em Lisboa, com uma cerimónia militar na Praça do Comércio. Cerimónia que será presidida por Marcelo Rebelo de Sousa, na qualidade de chefe Supremo das Forças Armadas, em que terá ainda a presença de Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República e o primeiro-ministro António Costa.

Acabada a cerimónia, os três embarcam para Paris. Na festa da comunidade portuguesa participará um convidado especial: François Hollande.

A deslocação dos representantes dos três principais órgãos de soberania a Paris deverá ser curta, já que não é vulgar estarem ausentes do território nacional em conjunto.Tudo indica que a ausência possa durar menos de 24 horas. Mas é provável que pelo menos o Presidente possa ficar mais um dia em França.

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Ricardo Paes Mamede

O FMI, a Comissão Europeia e a direita portuguesa

Os relatórios das instituições internacionais sobre a economia e a política económica em Portugal são desde há vários anos uma presença permanente do debate público nacional. Uma ou duas vezes por ano, o FMI, a Comissão Europeia (CE), a OCDE e o Banco Central Europeu (BCE) - para referir apenas os mais relevantes - pronunciam-se sobre a situação económica do país, sobre as medidas de política que têm vindo a ser adotadas pelas autoridades nacionais, sobre os problemas que persistem e sobre os riscos que se colocam no futuro próximo. As análises que apresentam e as recomendações que emitem ocupam sempre um lugar destacado na comunicação social no momento em que são publicadas e chegam a marcar o debate político durante meses.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.