Cristas soma apoios para Lisboa. António Lamas junta-se ao CDS

O ex-presidente do CCB, demitido em rutura com o governo PS, foi apoiante de António Costa na câmara municipal mas não vê em Fernando Medina o melhor sucessor

O catedrático do Instituto Superior Técnico (IST) e ex-presidente do Centro Cultural de Belém (CCB), António Lamas, vai apoiar a candidatura de Assunção Cristas à câmara de Lisboa, confirmou ao DN o porta-voz da líder centrista. Lamas saiu do CCB em rutura com o então ministro da Cultura, João Soares e vê em Cristas "qualidades muito semelhantes" a António Costa, que apoiou na candidatura à Câmara de Lisboa. "

"Agarra com grande entusiasmo as causas em que acredita, é convincente, empolgante, dialogante e mobilizadora de vontades", salientou ao DN, lembrando que "foram também parte dessas características" que viu em Costa, quando fez parte de duas comissões de honra da sua candidatura. E Fernando Medina não as tem? "Por contraste à minha resposta pode-se deduzir isso", responde, sem querer prolongar as comparações.

No próximo dia 12 de janeiro terá a sua primeira intervenção pública já como apoiante oficial da candidatura do CDS, como orador na conferência sobre Cultura, no âmbito do ciclo de encontros "Ouvir Lisboa", que tem estado a ser organizado pela equipa de Assunção Cristas, liderada por Carmona Rodrigues, ex-presidente do município e o primeiro independente a assumir o seu apoio do CDS. António Lamas também é um apoiante sem filiação partidária.

O professor do IST, jubilado no passado mês de novembro, após quase 50 anos como docente universitário, tem em comum com Assunção Cristas "o ser lisboeta e ter um enorme amor por Lisboa, pela sua cultura e património". Conheceram-se quando Cristas era ministra do Ambiente e tutelava os "Parques Sintra - Monte da Lua" e ficou daí uma "boa relação". Desde essa altura começou apreciar o "entusiasmo" da líder centrista.
Refuta leituras que enquadrem esta sua decisão num "ajuste de contas" com o PS, tendo em conta a sua demissão do CCB em forte conflito público com João Soares. "Não escondo que me chocou muito a forma como fui empurrado do CCB", reconhece, "mas já lá vai mais de um ano e isso já não me traz nenhuma preocupação. É passado e o que quero agora é ajudar no que for preciso a tratar do futuro de Lisboa, a trabalhar com a pessoa que tem as melhores capacidades para o fazer". E porque não esperou pelo candidato do PSD? "Seria ótimo que apoiasse Cristas".

Na candidatura de Assunção Cristas, o apoio de António Lamas, foi recebido com "muito agrado". O porta-voz João Gonçalves Pereira, vereador do CDS no município, acredita que o catedrático domina um "grande conhecimento sobre Lisboa, com reconhecida competência na área da Cultura". Assinala que "a candidatura de Assunção Cristas está num crescendo e esta evolução passa também pelo apoio de personalidades de maior notoriedade, como o professor António Lamas, a dar o seu apoio".

João Gonçalves Pereira afasta também leituras de desforra. "Estamos a olhar para a frente, não vamos ficar parados no passado. Entendemos este apoio como genuíno, sem qualquer sinal de ressabiamento", sublinha.

O principal motivo que levou à rutura entre João Soares e António Lamas, foi o então ministro ter extinguido a estrutura de missão para o projeto de gestão integrada Belém / Ajuda, coordenada pelo então presidente do CCB. Lamas admitiu ao DN que gostaria de ver o plano executado e pensa poder discuti-lo com Assunção Cristas. "Belém é icónico para a cidade. Talvez com Assunção seja possível repensar o projeto".

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