Aprovada a audição urgente ao ex-comandante da Proteção Civil. PS absteve-se

António Paixão saiu do cargo ao fim de cinco meses

Foi hoje aprovada a audição que o CDS pediu com caráter de urgência ao ex-Comandante da Proteção Civil, António Paixão. Com a abstenção do PS.

Na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias apenas a bancada socialista se absteve na votação, com BE, PCP, CDS e PSD a votarem favoravelmente e ficando agora a diligência dependente da disponibilidade de agenda do anterior comandante operacional nacional da ANPC.

António Paixão, que estava no cargo há cinco meses, pediu a sua "exoneração do cargo por motivos pessoais", entrou, a semanas de se iniciar a época dos incêndios, em choque com Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros, apurou o DN. Para o seu lugar, o governo designou o coronel do exército José Manuel Duarte da Costa.

Contactado pelo DN no dia em que a situação foi noticiada, Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros, afirmou que a demissão de António Paixão "é uma atitude de honestidade, de dignidade. As pessoas quanto sentem que não estão devidamente capacitadas para o exercício de uma função e tomam uma atitude dessas é uma atitude de enaltecer, de saudar".

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