Inspetor da PJ acusado de desviar maço de notas nas buscas a Veiga

Denúncia anónima atirou inspetor para prisão de Évora suspeito do crime de peculato

Foi há quase um ano. Quando participava nas buscas a uma moradia em Cascais, no âmbito da Operação Rota do Atlântico, que envolve o antigo empresário do futebol José Veiga, um inspetor da Polícia Judiciária terá metido no bolso um maço de notas. Acusado pelo Ministério Público, está em prisão preventiva na cadeia de Évora e deve responder pelo crime de peculato.

Segundo a acusação, no decurso de uma busca domiciliária realizada a 03 de fevereiro de 2016, no âmbito de uma investigação dirigida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), o arguido (inspetor da PJ) que "interveio na diligência na qualidade de órgão de polícia criminal apoderou-se de parte de quantia monetária que tinha sido apreendida em tal busca, fazendo sua tal quantia".

De acordo com o Jornal de Notícias, trata-se de um inspetor da Unidade Nacional de Combate à Corrupção que terá participado naquelas buscas para auxiliar colegas de uma outra brigada e que terá sido traído por uma denúncia anónima. O JN avança que o inspetor já confessou o crime, declarando ter desviado entre 50 e 60 mil euros.

O Correio da Manhã, por seu lado, indica que o inspetor "cedeu à tentação" de desviar 400 notas de 500 euros num total de 200 mil euros.

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