Incêndios custaram 34,2 milhões de euros

Cinco grandes incêndios do ano passado custaram 34,2 milhões de euros, segundo um cálculo do Instituto Nacional de Estatística (INE). Só o do Caramulo representa 40,6% do total de custos.

Caramulo, Picões, Trancoso, Mondim de Basto e Covilhã, com uma área ardida total de 27 918 hectares, foram os grande incêndios analisados. As maiores perdas registaram-se no Caramulo (13,9 milhões de euros), logo seguido de Picões com danos registados de 10 milhões, um valor próximo para os restantes três incêndios.

No Caramulo as perdas foram essencialmente em relação ao potencial florestal (88,8% dos danos reportados para este incêndio) e Tondela foi o município mais afetado. Em Picões os danos no potencial agrícola chegaram aos 3,8 milhões de euros, sobretudo no concelho de Mogadouro. Este foi o incêndio com maior área ardida, correspondendo a 46,9% da totalidade dos cinco incêndios.

Nos outros três incêndios (Trancoso, Mondim de Basto e Covilhã) os custos em infraestruturas chegaram a 1,5 milhões de euros, especifica o relatório do INE feito a pedido do Governo.

No seu conjunto, estes incêndios afetaram 982 explorações agrícolas numa área de 1 924 hectares. Os dados na agricultura foram de 7,7 milhões de euros. As chamas do ano passado deixaram ainda cinco pessoas ficaram desalojadas e danificaram 197 edifícios, com um impacto de 1,5 milhões de euros.

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