Hospital de Santa Maria em risco de perder formação na cirurgia plástica

Colégio da especialidade da Ordem dos Médicos deu até ao final do mês para unidade apresentar soluções, se não perde idoneidade.

O hospital de Santa Maria, um dos maiores do país e universitário, está em risco de perder a capacidade de dar formação na área de cirurgia plástica por falta de médicos graduados. O Colégio de Cirurgia Plástica da Ordem dos Médicos já reuniu com o conselho de administração e deu um prazo até ao final do mês para que sejam apresentadas soluções para resolver o problema. Uma das opções pode ser a transferência dos médicos do serviço de plástica do hospital Egas Moniz.

A saída acelerada de especialistas deixou a cirurgia plástica do hospital de Santa Maria numa situação insustentável. Cada tutor deve ter um interno e no máximo dois. "É uma das situações mais complicadas com que me confrontei em 12 anos como presidente do colégio de cirurgia plástica. O hospital de Santa Maria tem 11 internos - um está a terminar a formação e outro está no estrangeiro - e o quadro do serviço são três assistentes seniores e dois mais jovens. Um dos mais velhos está de baixa prolongada e um dos mais novos vai para IPO. Foram saídas em catadupa que esvaziaram o serviço", explica ao DN Victor Fernandes, presidente do colégio de cirurgia plástica da Ordem dos Médicos.

"Queremos refundar o serviço até ao final do ano e temos duas preocupações: garantir capacidade de resposta em qualidade e quantidade e a formação", diz Carlos Martins, presidente do conselho de administração do hospital Santa Maria, referindo que foi definido que até ao final do mês irão apresentar uma solução.

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