Hospital de Cascais avança com processo contra presidente do INEM

O hospital de Cascais vai avançar com um processo contra o presidente do INEM na sequência da transferência de uma doente

O hospital de Cascais vai processar o presidente do INEM na sequência das declarações deste, numa entrevista à TVI, onde falou do processo de transferência de uma doente desta unidade para Abrantes através de helicóptero. Paulo Campos esta suspenso desde outubro de 2015, depois do anterior ministro da Saúde, Paulo Macedo ter avançado com um processo disciplinar.

"Na sequência de declarações proferidas ontem pelo Dr. Paulo Campos na TVI, o Hospital de Cascais vê-se obrigado a acionar todos os mecanismos legais ao seu dispor por forma a repor a verdade e salvaguardar o bom nome desta instituição e dos seus competentes e empenhados profissionais que, todos os dias, trabalham para proporcionar os melhores cuidados de saúde a quem os procura", afirma o hospital de Cascais, numa nota enviada às redações.

O caso remonta ao ano passado, quando o presidente do INEM terá tratado pessoalmente da transferência de uma doente em estado terminal, com cancro, do hospital de Cascais para o hospital de Abrantes, tendo usado um helicóptero para o efeito. Na altura, a situação foi de imediato contestada pelo sindicato e a Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu um processo.

Seguindo a recomendação da IGAS, o então ministro Paulo Macedo abriu um processo disciplinar a Paulo Campos, que está suspenso desde outubro. Na altura, o presidente do INEM reagiu através de carta, afirmando que não era amigo da doente e que só pretendeu resolver um problema de falta de resposta para uma doente que precisa de cuidados. Afirmou nunca ter sido ouvido no decurso do processo.

Ontem, pela primeira vez, Paulo Campos deu uma entrevista para falar da suspensão, contestando todo o processo e afirmando que a transferência ocorreu porque o hospital de Cascais assumia, na nota de alta da doente, que havia insuficiência de recursos humanos e técnicos. O hospital reagiu ainda ontem, numa nota dizendo que era mentira.

O processo disciplinar decorre na IGAS e o prazo termina a 23 de fevereiro. O ministério da Saúde adianta que aguarda a comunicação da inspeção da saúde.

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