Hospitais avaliados têm qualidade média

A maior parte dos hospitais e privados avaliados no âmbito do SINAS - Sistema Nacional de Avaliação em Saúde - atingiram o patamar da excelência clínica, de acordo com os critérios da Entidade Reguladora da Saúde. No entanto, para a maior parte das especialidades avaliadas, o nível de qualidade mais frequente é um nível intermédio, havendo ainda vários problemas com a segurança dos doentes em matérias como as infeções ou hemoragias após cirurgia.

Assim, apesar de 106 dos 128 estabelecimentos abrangidos terem sido considerados excelentes (83%), o nível máximo foi menos alcançado em áreas como o AVC ou o enfarte, em que apenas seis e cinco unidades, respetivamente, tiveram o nível superior. Ao todo foram avaliados 63 serviços nestas duas áreas.

Os resultados não variam muito das avaliações anteriores, que são feitas duas vezes por ano, já que em dezembro a estrela atribuída pela excelência clínica atingiu os mesmos 83%.

Ainda em termos de qualidade, importa referir que em áreas como a pediatria, nomeadamente nos cuidados neonatais ou no tratamento de pneumonias, poucos se distinguiram com a nota máxima. A cirurguia vascular e cardíaca registam o mesmo tipo de avaliação.

Tal como já se tinha verificado na anterior avaliação da ERS, os resultados em termos de segurança do doente, ainda estão em níveis baixos em muitas áreas, nomeadamente na mortalidade em doenças que faziam prever uma menor mortalidade, já que 50 das 65 unidades avaliadas têm o mais baixo nível de qualidade.

O mesmo acontece com as hemorragias, hematomas ou infeções após operações e com as ruturas de pontos (suturas), onde a maior parte das unidades ficou nos níveis mínimos.

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