Homem recusa tratar cancro e acaba por matar a mulher

José, 69 anos, telefonou à GNR a comunicar o homicídio e suicidou-se a seguir. Na quarta-feira soube que tinha doença fatal

Às 03.45 de ontem, o posto da GNR de Vila Meã, Amarante, recebeu um telefonema. Um homem disse ao militar de serviço que tinha matado a mulher e que se ia suicidar. O casal foi encontrado morto numa habitação em Pidre, Mancelos, no concelho de Amarante. José de Sousa, de 69 anos, enforcou-se depois de matar a mulher. O crime deverá estar associado à descoberta recente do homem de que tinha um cancro, afastando as autoridades o cenário típico de violência doméstica. Mas não deixa de ser um homicídio em contexto conjugal, e os psicólogos alertam que a doença por si não justifica os atos - existia já instabilidade emocional e a morte da mulher é explicada por um sentimento de posse do homem.

Segundo fonte da GNR, o militar que atendeu o telefone alertou de imediato a patrulha e prosseguiu a conversa com o homem, procurando demovê-lo da intenção de se suicidar. Sem sucesso. Apesar das tentativas do GNR, o homem não atendeu mais o telefone. Quando a GNR chegou, encontrou Maria Leonor Sousa, de 67 anos, já sem vida, deitada na cama, com ferimentos na cabeça e no pescoço, provocados por um objeto cortante que ainda não foi identificado. Fora da casa, num anexo da habitação, as autoridades encontraram José de Sousa enforcado.

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